quinta-feira, 11 de maio de 2017

Resenha de Marcos Freitas, Atomic Editora, Múltiplo 7 e Fanzine Ilustrado 2 - Shimamoto

Fanzine de quadrinhos e informações editado por André Carim. Maio 2017,
104 páginas. Capa de Shimamoto, contracapa de Nei Lima (galeria).

Quadrinhos: Agente Laranja (Airton Marcelino e André Carim), A Fera do Subúrbio (Carlos Henry), Celéstica (GlaucoTorres), Flerte fatal (Flávio Calazans), Teresinha (Isaac Tiago) e Assassinato sem Crime (Márcio Sennes); Ilustrações: Nei Lima, Luiz Prado, Nei Rodrigues, Carlos Henry, Estevão Moraes, Anílton Freires e Daiany Lima. Na parte escrita entrevistas com Mike Deodato e Carlos Henry, artigos de Edgard Guimarães (Editores no Brasil) e Um Breve Resumo (André Carim); Fórum de Discussão (Preto e Branco ou Colorido?) e Em Destaque o trabalho do autor Fernando Marques. Ainda: Cotidianos Alterados (Edgard Guimarães) e o Coelho Nero, de Omar Viñole.

Recheado de atrações, o fanzine Múltiplo, com periodicidade mensal, cumpre com dignidade sua função de entreter os fãs de quadrinhos, especialmente os brasileiros. O grande destaque é a parte jornalística com as entrevistas e artigos relacionados à nona arte. Nas HQs ressalto as participações de Calazans e Isaac Santiago. O primeiro com a clássica Flerte Fatal e o segundo numa releitura muito particular da cantiga "Teresinha de Jesus".

Contato: André Carim de Oliveira - Rua Vicente Celestino, 56 - Bairro Santa Emília - Carangola/MG CEP: 36800-000. E-mail: andrecarim@outlook.com

Fanzine Ilustrado 2 – SHIMAMOTO
Este patrimônio dos quadrinhos brasileiros chamado Júlio Shimamoto, verdadeiro mestre desta arte que amamos, é realmente uma grande pessoa. Um ser humano da maior qualidade, generoso, amigo de todas as horas e que tenho o prazer de conviver desde meados dos anos 80. E cada vez que vejo um novo trabalho do Shima me surpreendo.

Esta coleção de ilustrações coletadas pelo editor André Carin nos traz todo o experimentalismo e versatilidade deste artista que faz parte da história dos quadrinhos. Trabalhando em materiais tão diversos como versos de papéis usados, parte interna de envelopes, azulejos, sacos plásticos e uma série de outras plataformas exóticas, o resultado é um só: criatividade. Influenciado por gente do porte de Syd Shores, Harold Foster, Alex Toth, Kubert, Salinas, Breccia, Frazzeta, Witcomb, entre outros feras, Shima em sua humildade sincera, se auto intitula simplesmente um alquimista. É mais. Shima é na verdade um apaixonado pelos quadrinhos.

Parabéns André Carin, por este belo fanzine/revista e obrigado pela oportunidade de imprimir a versão impressa do fanzine Múltiplo, serviço concluído pela Atomic Print esta semana e que começa a chegar aos leitores em breve. Não percam a oportunidade de ter em mãos este belo fanzine de HQB, com dezenas de atrações para os fãs da nona arte.



Fanzine Ilustrado - Caricaturas, Charges e Cartuns

Caricatura é um desenho de uma personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo. Ser caricato é ser objeto de comicidade, ironia ou ter algo peculiar na face ou no corpo, levados ao exagero, à sátira jocosa ou como crítica de costumes.
FANZINE ILUSTRADO - CARICATURAS, CHARGES E CARTUNS
Vem você também participar desta divertida e questionadora edição, demonstre o seu trabalho, vem se divertir com a gente...
Envie o seu desenho para fazer companhia a grandes caricaturistas do quadrinho nacional, como BIRA DANTAS autor desta caricatura de Will Eisner!!!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A RAINHA PIRATA NO CATARSE - RESENHA

A RAINHA PIRATA no Catarse!

“Gisela conta à sua própria maneira esta maravilhosa história e enche as páginas com os belos desenhos de Bruno Büll. Estou ansioso para passar este livro para todos os meus amigos - e seus filhos. ”

Jim FitzPatrick. Artista. Irlanda. 2013.

A Rainha Pirata é uma História em Quadrinhos em formato de graphic novel pintada e escrita por Gisela Pizzatto e desenhada por Bruno Büll, dividindo suas 80 páginas em três capítulos.

A história se passa na Irlanda do século XVI e, em primeira pessoa, conta a história de Grace O’Malley, a mais famosa pirata que a História conhece.

A HISTÓRIA
De sangue nobre, vinda de uma das baronias irlandesas, Grace pertence a uma família de homens com tradição marinheira, mas por ser mulher seu destino está selado em terra firme. Contrariando tudo e todos, ela decide que sua vida é o mar e se traveste de grumete, conseguindo assim embarcar em um dos navios de seu pai. E é então que se inicia sua história de aventuras no mar.

Grace O’Malley foi não só uma capitã do mar, mas também uma estrategista em terra. Enquanto os ingleses tentavam impor-se de qualquer maneira na Irlanda (política e militarmente), Grace procurava fazer alianças com outros nobres de todos os modos possíveis. Casou-se duas vezes, de modo que conseguiu aumentar o número de propriedades sob seu comando e também sua influência.

Ao longo do tempo mostrou-se implacável e uma líder nata, respeitada desde os mais simples camponeses até os altos círculos nobres, mas esta graphic novel não é apenas uma história de piratas, ela fala também da linha do destino que cada um de nós segue, mesmo que inconsciente.

Seus capítulos foram pensados com base no conto da Mitologia Grega das três Parcas, as deusas do destino, que determinavam o curso da vida humana: Cloto tecia o fio da vida; Láquesis cuidava de sua extensão e caminho; e Átropos cortava o fio. As três deusas tinham tamanho poder que nem mesmo Zeus podia contestar suas decisões. Os capítulos em que esta história se divide levam como título o nome de cada uma das deusas em alusão ao sentido místico do destino que “A Rainha Pirata” carrega.

Originalmente esta graphic novel foi publicada na Irlanda, pela editora Clo Mhaigh Eo em 2013, quando também ganhou o Prêmio Nacional de Literatura em Irlandês de melhor livro do ano, na categoria “Melhor Livro Ilustrado”. No Brasil, a publicação e premiação viraram notícia no Correio Popular, na Revista RMC e diversos sites de notícia e quadrinhos.

O QUADRINHO
O volume será impresso no formato 21x29,5 cm, com 96 páginas de pura História e aventura. O interior será todo COLORIDO em papel Off Set LD 90g/m² e a capa cartonada. A pintura foi realizada de forma tradicional com tinta Aquarela.

QUEM SOMOS

GISELA PIZZATTO (Roteiro e cores)
Nasceu em Campinas-SP, em 1977. Graduada em História, mas sempre amou as Artes acima de tudo. Há dezenove anos dá aulas de Desenho e Pintura e já participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Em 2016 lançou de maneira independente “O Peso da Água”, seu primeiro mangá One-Shot.

BRUNO BÜLL (Desenho e Arte-final)
Nasceu em 1986, e é fã de super-heróis e quadrinhos desde que consegue se lembrar. Estudou Letras na graduação, trabalha como professor de desenho há 13 anos e atualmente participa como arte-finalista nos quadrinhos da MediKidz, ONG inglesa que produz histórias para pacientes infantis em hospitais.

ORÇAMENTO

Para viabilizar este projeto, optamos pelo financiamento coletivo através do Catarse.

O Catarse é um site que reúne projetos em diversas áreas com diversos fins, com o intuito de expor essas ideias às pessoas que tenham interesse em financiá-las. Ele funciona a partir de uma “meta”, que é obtida através da venda de “recompensas”. Uma vez que a “meta” é atingida, o projeto se torna realidade. Caso contrário, o Catarse devolve o dinheiro sem ônus ao financiador.

O financiamento coletivo cobrirá os custos de impressão, a produção e envio das recompensas, além da taxa de 13% cobrada pelo Catarse de todos os projetos financiados.

Endereço do projeto no Catarse: www.catarse.me/arainhapirata

Apoios até o dia 12/5.


terça-feira, 9 de maio de 2017

FANZINE ILUSTRADO CARICATURAS E CARTUNS

Já começaram a chegar as caricaturas para o Fanzine Ilustrado Caricaturas e Cartuns, e a primeira que chegou é do Ediel Ribeiro... quer ver ela completa? Se liga no Fanzine Ilustrado que vem aí... ah, e participa você também, vamos nos divertir e homenagear grandes ícones dos quadrinhos nacionais!!!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Entrevista com CARLOS HENRY - MÚLTIPLO 7 - MAIO DE 2017

Desde quando trabalha com Quadrinhos?
Carlos Henry: Comecei no zine Ponto de Fuga, que era impresso na gráfica da UFRJ, em meados de 1989/1990. O editor era atendente de lanchonete no prédio da Escola de Belas Artes, mas eu não era aluno de lá. De forma profissional comecei em 1996, produ-zindo cartuns para a revista Coquetel, da editora Ediouro. A editora ficava na outra esquina de onde meus pais moravam.

Tem algum artista em quem se inspira?
Carlos Henry: Autores preferidos dos EUA são: An-drew Loomis (que não era do meio de quadrinhos, mas é mestre de cada 10 em 10 aspirantes à desenhis-tas), John Romita, Neal Adams, José Luis Garcia Lopez, John Byrne, Sal & John Buscema, George Pérez, Alan Davis, Brian Hitch, David Finch, Claudio Castellini, Adam Kubert e Carlos Pacheco. Dos brasileiros, Rena-to Silva, Edmundo Rodrigues, Eugênio Colonesse, Se-abra, Mozart Couto, Watson Portela, Arthur Garcia, João Pacheco, Allan Alex, Hector Gómez Alisio, Joe Bennet, Mike Deodato, Ivan Reis, Eddy Barrows, Al Rio, Adriana Melo, Ely Barbosa, Cedraz, Aluir Amân-cio, Rogério e Ridaut (os 2 que faziam a revista do Senninha), Lan, Laerte, Bira Dantas. Dos quadrinhos adultos, estilo europeu, Moebius, Enki Bilal, Philippe Caza, Leo (brasileiro radicado na França, autor de Al-debaran), Solano Lopez, Francisco Ibáñez - cartunista espanhol, autor de Mortadelo & Salaminho.

Qual seu trabalho favorito?
Carlos Henry: Com certeza, meu Lobo Guará, que foi publicado em título próprio pelo selo Escala Graphic Talents n° 16, em outubro de 2003, num arco comple-to com 3 HQs a cores. Lembrando que foi publicado antes, em janeiro/fevereiro de 2000, na revista Im-pacto - Fabricado No Brasil n° 2, da Taquara Editorial. Nesta versão, estreou em P&B, só com a HQ “Sagrado Coração da Terra”, apenas.
Qual sua pretensão com relação a Quadrinhos?
Carlos Henry: Minha pretensão é criar meus quadri-nhos de forma independente ou através da platafor-ma do Catarse. Tenho uns 6 projetos que devem usar este meio de publicação. Inclusive, com a volta do meu Lobo-Guará.

Fale um pouco do seu estilo para desenhar/produzir.
Carlos Henry: Gosto do Canson 60 gr. para desenho e do Bloco Padrão pra HQ, com aquele papel mais ace-tinado. Lápis HB, lapiseiras HB e 2b, com minas 03, 05 e 07. Só faço A4, mas, quando necessário, faço A3. Tenho mesa de luz, mas só uso quando necessário. Prefiro esboçar bem claro e definir na própria folha. Uso referências de fotos e de alguns mestres do de-senho e HQs, mas não em todas as páginas, senão, vira uma muleta e o artista se acostuma mal.

Como você vê a HQ nacional nos dias de hoje?
Carlos Henry: Webcomics e impresso: as duas formas podem existir lado a lado, porém, não acho que volte a existir uma indústria da HQ nacional, impressa, como quase foi nos anos 60. Será em pequena escala, com os independentes. As vendas ainda não são uma maravilha, mas, pode-se notar que estão caminhando. O leitor quer algo que entretenha, mesmo atrelado a clichês e com preços mais populares. Tem o formato livro, onde imperam as HQs alternativas e de autor, mas, onde o editor fica com 90% do preço de capa, de forma geral. O bom deste seguimento, é que a tiragem dura anos, enquanto houver no estoque e prateleira. E a melhor forma de apoiar a HQ nacional e comprando!
Tem algum artista que chama sua atenção?
Carlos Henry: Os que citei na pergunta 2.

Qual estilo de HQ você prefere fazer? Humor, ficção, aventura, terror ou comédia?
Carlos Henry: Terror.

Nos conte um pouco de sua trajetória com HQs de terror, tem alguma parceria? Essa parceria se resume a ilustrações? Tem HQs?
Carlos Henry: HQ de terror regional “Encontro Macabro”, que teve roteiro e desenhos meus, com arte-final do sumido Marcio Sennes. Também fizemos “A Senha”. Essa parceria poderia ter durado mais. Só não continuou porque o Márcio sumiu! Soube que ele se desiludiu com HQ e resolveu parar. Fiz uma HQ de lobisomem para o vindouro álbum “Histórias Que O Povo Conta. ”, onde também sou o editor e colaboram vários escritores e desenhistas. Gosto tanto de lobisomem, que tenho um roteiro feito pelo meu xará Carlos Patati, que estou desenhando aos poucos. Todo esse material sairá na “Fronteiras do Além”, uma coletânea com minhas HQs de terror e fantasia, com material inédito e já publicado. Aguardem...
Tem algum outro projeto em vista?
Carlos Henry: Muitos, e alguns até citei aqui nessa entrevista. Aguardem...

Voltando um pouco, o que acha de trabalhar em parceria?
Carlos Henry: Gosto muito! Um grande parceiro nas minhas HQs é o Rogério Rocha, que faz arte-final, cores e letras nas minhas HQs e ilustras. Ele consegue somar no meu traço, porém, mantendo a personalidade original. Poucos conseguem isso. Também gosto de fazer parcerias com escritores brasileiros de HQs dos anos 70-80 que foram os meus preferidos.

Algum outro trabalho te chamou a atenção?
Carlos Henry: “O Olho do Diabo”, de Mozart Couto, publicado pela Nova Sampa, em 1993. A HQ foi produzida em 1986, publicada na Europa. Muita influência de “Grande sertão Veredas”, obra de Guimarães Rosa.
Como você acompanha o mercado alternativo de fanzines e revistas nacionais?
Carlos Henry: Acompanho pelo Facebook e Blogs.

Qual personagem criado por você é o seu favorito?
Carlos Henry: O Lobo-Guará, sempre!

Como é produzir e-HQs? Conteúdo on-line vem tomando conta do cenário, como você vê essa forma de produzir?
Carlos Henry: O Brasil ainda está caminhando em termos de um público de HQs online. O brasileiro ainda gosta muito de ler o material físico, mas vejo um bom futuro para mídias de conteúdo online.
Você me falou uma vez que coleciona gibis? Qual estilo você gosta de colecionar?
Carlos Henry: Gosto de terror, super-heróis brasileiros, encadernados Marvel e DC dos anos 70-80 e HQs de autor, independentes.

Quem, para você, pode ser considerado um ícone dos quadrinhos?
Carlos Henry: Uma resposta impossível para esta questão, mas arrisco Will Eisner.

Qual artista está em alta no universo alternativo?
Carlos Henry: Do meio mais alternativo, de autor, gosto dos trabalhos de Shiko, Kipper, Caeto, Marcelo D’salete, Roger Cruz...

Sobre o que gosta de ler? Produz algum artigo, texto, resenha?
Carlos Henry: Ficção Científica, terror, suspense...
Poderia falar de novos artistas? Dos antigos, quem inspira você? Quem pode ser considerado “o cara” atualmente?
Carlos Henry: Já os citei.

Carlos Henry por Carlos Henry?
Carlos Henry: Um cara que gosta de ler HQ comerciais e alternativas, e que desperta tanto simpatia como antipatia, por falar o que pensa, sem falsidade.

HQs ou tiras? Qual a sua preferência?
Carlos Henry: HQs.

Onde podemos encontrar trabalhos seus?
Carlos Henry: Cara, no momento produzo comissions e os meus projetos estão por vir.

Já lidou com a produção de fanzines?
Carlos Henry: Participei muito de fanzines e revistas alternativas… Mancha Gráfica, Heróis Brazucas, Profecia, Impacto-Fabricado No Brasil, Le Bouche Du Monde (França), Voyeur, Farpas do Abismo, Ácido Ofício, Mandala, Tchê, Cabal, Phobus, Pesadelo, BD Jornal (Portugal), Almanaque Meteoro, Prismarte, Quadrix... editei o personagem de Marcelo Tomazi, o zine Caçador-Atos de Vingança.
Como começou a desenhar?
Carlos Henry: Desde os 6 anos, quando meu pai voltava do trabalho e, eventualmente, trazia gibis do Batman e Capitão América para mim e meu irmão gêmeo, Beto, lermos. Depois de alguns anos, cheguei a ter uma coleção quase completa de Heróis da TV e Capitão América. Desde pequeno eu rabiscava cenas de filmes de ficção científica, terror, o seriado dos anos 60 do Batman, piratas, dinossauros... depois, com uns 13 anos, passei a criar super-heróis, com muita influência da DC e Marvel. Comecei em 1989/90 a publicar no fanzine Ponto de Fuga, O editor era um atendente de lanchonete que ficava no andar da Escola de Belas Artes, na UFRJ, chamado Paulo Henrique. Ele e outras feras participavam, alunos de lá ou não.

Considera seu trabalho crítico? Por quê?
Carlos Henry: Olha, eu não acho crítico o que faço com HQ de terror. Porém tenho minhas HQs mais intimistas, que nada tem a ver em contexto ou esteticamente com meu habitual, e que está em meus planos produzir. Umas delas são adaptações de poemas de Augusto dos Anjos.
Já publicou profissionalmente?
Carlos Henry: Profissionalmente foi em 1996, produzindo cartuns para a revista Coquetel, da Ediouro, indo depois para a editora Universal em 2000, criando ilustrações para revistas, livros, papéis de carta, etc. Em 1999, ganhei Menção Honrosa no Salão de Banda Desenhada & Cartoon de Moura, em Portugal. Montei em 2001 uma Oficina de Quadrinhos no projeto Criança Petrobrás, da ONG CEASM, no Rio de Janeiro. Em 2002, publiquei pelo selo Graphic Talents da Editora Escala, o meu Lobo-Guará. Mudei para Paraíba em 2003, de onde fiz ilustrações para livros de RPG para as editoras estrangeiras Mongoose Publishing, Elemental Lands e Goodman Games. A partir de 2006, iniciei nos EUA, com HQs para Argo Comics, desenhando Death Squad e Paladins (Argo Comics), seguido de Archers Team (Chameleon Studio, apenas uma Pin-Up para um evento de HQ nos EUA e ainda levei calote), Satan’s Fawn (Chiamera Comics, uma mini-série de 4 edições que desenhei apenas 1 edição, que sumiram sem nem me pagar) e capas para Nuclea, Wyldfire e D-Frost (12 Comics). Hoje sou editor da revista Argo Comics Double-Shot, a sair pela Argo Comics. Tb faço pinups para venda no EBAY, através do Ed Benes Studio.

Se já, o que e onde? Acha que vale a pena trabalhar com quadrinhos?
Carlos Henry: Eu acho que vale a pena, sim. Não temos um mercado industrial, mas, melhorou bastante! Hoje temos lançamentos e eventos variados só de HQ nacional, algo impensável anos atrás.

O que falta para se ter um Quadrinho Nacional organizado e valorizado?
Carlos Henry: Alguém que invista e pense de forma empresarial no mercado, como fez Mauricio de Souza com sua Mônica e companhia.

O que você busca de HQ on-line?
Carlos Henry: Tempo está curto, mas, acho interessante o que a Capa Comics e Petisco editam online ou impresso.
Tem alguma sugestão de entrevista para o Múltiplo?
Carlos Henry: Allan Alex, Cesar Lobo, E.C. Nickel, Elmano, Watson Portela, Caeto, Roger Cruz (o seu lado autoral) ...

Tema livre. Se quiser falar sobre algum outro trabalho ou projeto.
Carlos Henry: Já falei por alto durante esta entrevista. Aguardem...
"Recado: VALORIZEM E DIVULGUEM O QUADRINHO BRASILEIRO! Marvel e DC já possuem uma forte campanha de marketing e publicidade, além do que, os fãs dos EUA divulgam. Como quadrinista que sou, não divulgo ou curto nada dos gringos no Facebook, só HQ brazuca. Quem precisa de divulgação são nossos quadrinhos, que carecem disso! Para quem acha errado, dou um exemplo: vocês veem a Dolly divulgando a Coca-Cola? Pois é...
Mini currículo. Nos envie um breve currículo da sua trajetória no universo de HQ.

Carlos Henry
Nascido em 1972, no Rio de Janeiro, Carlos Henry é desenhista, cartunista e crítico de HQ, tendo começado em 1989/90 a publicar no fanzine Ponto de Fuga, produzido na UFRJ, participando depois de vários outros fanzines.
Profissionalmente começou em 1996, produzindo cartuns para a revista Coquetel, da Ediouro, indo depois para a Editora Universal, em 2000, criando ilustrações para revistas, jornais, livros, papéis de carta, etc. Em 1999, ganhou Menção Honrosa no Salão de Banda Desenhada & Cartoon de Moura, em Portugal. Seus trabalhos mais importantes foram publicados nas revistas Historieta, Impacto-Fabricado no Brasil e La Bouche du Monde (França) e no jornal O Cidadão. Montou em 2001 uma Oficina de Quadrinhos no projeto Criança Petrobrás, da ONG CEASM.
Em 2002, publicou pelo selo Graphic Talents, da Editora Escala, seu personagem Lobo-Guará, um super-herói tipicamente brasileiro, lembrado até hoje por fãs e entusiastas das Histórias em Quadrinhos Brasileiras.
Mudou-se para a Paraíba em 2003, de onde fez ilustrações para livros de RPG da editora inglesa Mongoose Publishing: Elemental Lands e Goodman Games. Seguidamente, fez Histórias em Quadrinhos para os personagens Death Squad, Paladins (Argo Comics), Archers Team (Chameleon Studio), Satan’s Fawn (Chiamera Comics) e capas para Nuclea, Wyldfire e D-Frost (Twelve Comics).
Mais recentemente, publicou nas revistas Quadrix, Prismarte, Almanaque Meteoro e BD Jornal (Portugal). É responsável pelo estúdio Desearte, de artes gráficas 2D e 3D, que atende para Brasil e exterior e editor do selo de Webcomics Excelsior, para publicação nos EUA. Nesta, além de outras séries, publica sua webserie em 5 partes “City of Dreams”, com coautoria do escritor Ron Fortier. Criador do mangá Eco Teen, uma Webcomics voltada para o público infanto-juvenil, com heróis defensores da ecologia.
Lançou seu selo Excelsior BR. Com Panteão, Alma e Rasga Mortalha, publicados antes no site NHQ.
Desenhou Aranha Negra e publicou HQs de terror de gaveta em Spektro e Stigma. Atualmente, é editor da revista Argo Comics Double-Shot, da editora americana Argo Comics e desenha comissions que vende pelo EBAY.
TRABALHOS NA INTERNET:
www.carloshenry.blogspot.com
www.carloshenry.deviantart.com
http://excelsiorwebcomics.blogspot.com.br/